Quero nesse post recomendar os ótimos blogs de alguns amigos.
São da melhor qualidade e inspiram-me em minhas insanidades:
O estadista de si mesmo: http://maximo.r.blog.uol.com.br/
Politicamente Incorreto: http://politicamente.incorreto.zip.net/
Amosfera: http://amosfera.blogspot.com/
A Caricatura do Brasil: http://www.acaricaturadobrasil.com/
Por quê a gente é assim?: http://priscillabranco.blogspot.com/
As aventuras do Cmdt. Marco e o fabuloso exército: http://cmdtmarco.blogspot.com/
Pensamentos Nicolinistas: http://pensenicolino.blogspot.com/
Pare o mundo que eu quero descer! / Rachadura no asfalto: http://rachaduranoasfalto.blogspot.com/
Luizinho Brito: http://luizinhobrito.blogspot.com/
La vache!: http://vachequebec.blogspot.com/
E gostaria de recomendar dois blogs de jornalistas:
Paulo Henrique Amorim: http://www.paulohenriqueamorim.com.br/
Luiz Carlos Azenha: http://www.viomundo.com.br/
Há vida inteligente nessa internet.
Aproveitem as ótimas leituras!!!
Saudações rebeldes!
Trata-se de um espaço para reflexão e local de resistência ideológica socialista/comunista em confronto com aquilo que chamam de pensamento único e contra todas as formas de liberalismo (político e econômico) e autoritarismo!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Carta a Robin Williams
Dear Mr. Robin Williams
Venho por meio desta, mui respeitosamente, agradecer o fato de nos lembrar dos nossos defeitos de país subdesenvolvido e manifestar essa reparação pela repercussão negativa cá em nossa pátria.
Sabemos de sua história tão tocante em Hollywood, acompanhamos seus filmes, seu talento nato para a sétima arte e seu magnânimo Oscar como ator coadjuvante pela brilhante atuação no filme “Gênio Indomável”. Trata-se de um grande ator nascido em Illinois, Chicago (EUA).
Somente um país em processo civilizatório incompleto, como é o nosso, poderia se indignar com suas críticas tão afáveis e construtivas. Escusas pelo desagradável fato, Mr. Williams!
Relatemos: esse importante ator estadunidense, em entrevista a David Letterman, aquele mesmo que o programa de Jô Soares imita, disse que o Rio de Janeiro receberá as Olimpíadas de 2016 por termos seduzido os integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) com 50 strippers e meio quilo de pó, enquanto sua terra natal enviou Oprah Winfrey (apresentadora de programa na TV) e a primeira-dama Michelle Obama, classificando a disputa injusta e desigual.
Não se esqueça de que “Narciso acha feio o que não é espelho” e, apesar de tanto atraso e desapego aos valores nacionais (não pertencimento!), em Copas do Mundo, Olimpíadas e nas ofensas, unimo-nos para tentar resgatar nosso orgulho periférico.
Destratar tão nobre artista, tão nobre e respeitosa cultura, como é de nossos queridos amigos do norte da América, é algo minimamente deselegante e passo a tentar aqui, sem deter procuração popular, retratar-nos.
Justamente nossos “brothers” do norte que proferem discursos e promovem a paz entre nações por meio de sua sábia imposição dos valores democráticos, não deveriam ter essa paga por seu labor.
Além de realizarem tais obras de suma importância, mesmo que não tenhamos consciência disso, não nos deixam sem o devido registro cinematográfico para a posteridade e educação de nossos povos pouco educados.
Exemplificar suas contribuições para a Humanidade fará com que me esqueça de muitas situações, contudo arrisco-me para homenageá-los, com a ressalva de que sabemos que são humildes o suficiente para repartirem sua estupenda atuação com seus aliados (outras nações ou com nossas burguesias nacionais).
Vamos a algumas contribuições desse amável país: segregação racial (Ku Klux Klan), intervenção e formação da ilha de Cuba em seu bordel particular (antes de Fidel), fomentar guerras pela democracia por todo o planeta (Iraque, Afeganistão, por exemplo), sua luta contra o terrorismo e contra os inimigos da democracia liberal, a criação/manutenção (em seus contextos) dos gêmeos Coreia (norte e sul), Alemanha (Ocidental e Oriental), Vietnã (Sul e Norte), intervenção na Colômbia, invasões territoriais para nosso bem, espionagem e rapinagem de territórios dos países nos quais promoveu “guerras civilizatórias” para seu próprio bem e de toda a Humanidade, entre outras tantas.
Não poderia esquecer sua ação no Oriente Médio (terra dos petro-dólares), especialmente na questão palestina. Também não seria honesto esquecermos dos heróis desbravadores do Oeste de seu país, que não enfraqueceram diante das dificuldades, devastaram florestas e exterminaram povos indígenas em nome do progresso e do desenvolvimento.
Não podemos negar que estiveram presentes na vida de nosso país e de nossos vizinhos em períodos críticos, tal como durante o regime militar. Nesse período, seu país, num esforço em nos auxiliar e manter a ordem, apoiou os golpes militares em nosso continente com subsídios “em espécie”, colaborando militarmente, ensinando-nos técnicas avançadas (tortura) para obtermos informações dos agentes subversivos (qualquer suspeito).
Fora sua importante revolução em termos da ampla divulgação e distribuição dos alimentos processados e menos rústicos, tais como: nossos preferidos fast food’s inovadores e shakes para não desperdiçarmos nossos preciosos tempos de produção com tão arcaicos costumes, como boa alimentação e tempo com a família.
Tentamos imitá-los até os dias atuais, mas precisamos reconhecer nosso amadorismo tupiniquim. Nem seu patri(di)otismo soubemos assimilar. Que sabe um dia!?
Mesmo sabendo que temos tantas outras necessidades bem mais urgentes a resolver, tendo como maior exemplo o resgate da imensa dívida social, além da mais que imprescindível precisão em investimentos estruturais e em saneamento básico, além de construir um sentimento de pertencimento, fundando assim, finalmente, o povo brasileiro e a nação, entendendo que nunca tivemos Olimpíadas e nada mudava. Não será o fato de realizarmos ou não esses jogos que nossa história mudará. Certo amigo?
Como forma de nos redimir dessa indelicadeza contumaz, utilizo a fruta símbolo de nossa República para apaziguar os ânimos e para que possamos nos reconciliar. Sei que sua cultura não gosta de consumir tais produtos “in natura”, mesmo se tratando de alimento com casca fácil de tirar e de diversas modalidades, tais como a banana-maçã, banana-da-terra e a nanica. Caso não queira sujar suas mãos civilizadas para consumir fruto tão importante na história deste país e de seu PIB, grande parte de nossa população sentir-se-á honrada em ajudá-lo a consumi-la via anal!
Com afeto,
Apenas um latino-americano stripper.
Yes, nós temos bananas!
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
O dia em que a “terra da garoa” parou!
O Dia em que a Terra Parou
Raul Seixas
Composição: Cláudio Roberto / Raul Seixas
Essa noite eu tive um sonho
de sonhador
Maluco que sou, eu sonhei
Com o dia em que a Terra parou
com o dia em que a Terra parou
Foi assim
No dia em que todas as pessoas
Do planeta inteiro
Resolveram que ninguém ia sair de casa
Como que se fosse combinado em todo
o planeta
Naquele dia, ninguém saiu saiu de casa, ninguém
O empregado não saiu pro seu trabalho
Pois sabia que o patrão também não tava lá
Dona de casa não saiu pra comprar pão
Pois sabia que o padeiro também não tava lá
E o guarda não saiu para prender
Pois sabia que o ladrão, também não tava lá
e o ladrão não saiu para roubar
Pois sabia que não ia ter onde gastar
No dia em que a Terra parou (Êêê)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou
E nas Igrejas nem um sino a badalar
Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá
E os fiéis não saíram pra rezar
Pois sabiam que o padre também não tava lá
E o aluno não saiu para estudar
Pois sabia o professor também não tava lá
E o professor não saiu pra lecionar
Pois sabia que não tinha mais nada pra ensinar
No dia em que a Terra parou (Ôôôô)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Uuu)
No dia em que a Terra parou
O comandante não saiu para o quartel
Pois sabia que o soldado também não tava lá
E o soldado não saiu pra ir pra guerra
Pois sabia que o inimigo também não tava lá
E o paciente não saiu pra se tratar
Pois sabia que o doutor também não tava lá
E o doutor não saiu pra medicar
Pois sabia que não tinha mais doença pra curar
No dia em que a Terra parou (Oh Yeeeah)
No dia em que a Terra parou (Foi tudo)
No dia em que a Terra parou (Ôôôô)
No dia em que a Terra parou
Essa noite eu tive um sonho de sonhador
Maluco que sou, acordei
No dia em que a Terra parou (Oh Yeeeah)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Eu acordei)
No dia em que a Terra parou (Acordei)
No dia em que a Terra parou (Justamente)
No dia em que a Terra parou (Eu não sonhei acordado)
No dia em que a Terra parou (Êêêêêêêêê...)
No dia em que a Terra parou (No dia em que a terra parou)
Hoje foi um dia daqueles na terra da garoa!
Chuva desde a madrugada e perdurando por muitas horas, fazendo dessa metrópole algo próximo às imagens do fim dos tempos. Pobres paulistanos!? Em parte.
É verdade que em apenas um dia choveu mais da metade do que se espera costumeiramente para todo o mês de dezembro. Também é verdade que o projeto de impermeabilização do solo na “Nova Marginal” também foi escolhido com vistas ao período eleitoral, afinal de contas há lugar melhor para colocar plaquinhas eleitorais do que nas marginais Tietê e Pinheiros. Mistura perfeita... quase como beber e dirigir!
Aliás, marginais são nomes péssimos, pois abarcam significados sociais discriminatórios, tais como os que qualificam como meliantes/bandidos ou alguém que está à beira da sociedade, colocado de lado.
Também não estou aqui dizendo que nosso personagem de desenhos e quadrinhos, Kassabinho, tenha toda a culpa pelo ocorrido. E tampouco não é justo empurrar para Deus, São Pedro ou para a Natureza a responsabilidade pelos séculos de falta de planejamento metropolitano (como o bonequinho o fez). O governador de nosso estado, Sr. Burns Serra, esteve ausente o tempo todo e tratou a situação como se nenhuma responsabilidade tivesse em relação ao ocorrido. Não é justo esquecermos que a aliança PSDB-DEM(o) está no poder há décadas, sem contar os anos em que sua mãe PMDB esteve lá também.
Isso é o ápice da cara de pau!
A região metropolitana de São Paulo (na verdade, de todas as capitais importantes do Brasil) foi povoada não em função do planejamento, mas em função dos interesses dos empresários nacionais e internacionais como maneira de acomodar as necessidades produtivas e de negócios na cidade. Não sou eu quem diz isso, basta passear pela história do País, do Estado e da cidade para averiguar tal fato.
A megalomania por grandes obras na cara dos eleitores/espectadores atônitos e sem o menor cuidado em relação ao respeito às condições ambientais fazem com que o erro secular permaneça ainda por muitos anos. Erro dos políticos, mas também dos eleitores/espectadores deslumbrados com o “progresso” desigual e muito questionável.
Em tempos de COP15 – Copenhagen, reunião dos países para discutir questões ambientais (já é a “enésima” nesse sentido e com resultados tímidos até então), não dá para levar a sério que saia daí algo realmente concreto para combater os problemas ambientais de nosso planeta. Até porque nem todas as ONGs (nefastas invenções da sociedade capitalista) tratam realmente seriamente o assunto, sendo “marketeiros”, como alguns políticos, para quem apontam seus dedos. Não gosto de “eco-chatos” ou “eco-terroristas”, embora saiba que somos responsáveis pela lamentável situação planetária. Contudo também li diversas notícias nas útimas semanas sobre interceptações de e-mails de cientistas “renomados” escondendo dados e recomendando boicotes em revistas especializadas a colegas que são adeptos de teoria diferente da deles, informações e estudos a respeito da responsabilidade humana pelo aquecimento global.
Esse espaço não se pretende dono da verdade (porque infelizmente ela não pertence a alguém específico) e sua função é atender meus anseios por me exprimir sobre o que entendo relevante e fomentar discussões interessantes a um seleto grupo de queridos amigos e queridas amigas.
Todavia não resisto em deixar uma sugestão de obra pública para enfrentarmos melhor as enchentes em nossa cidade... segue imagem:
sábado, 5 de dezembro de 2009
Um conto de Natal: Operação Caixa de Pandora
É chegado o momento das comemorações de fim de ano!
Reza a lenda natalina que todos devem colocar suas meias na lareira para que Papai Noel possa colocar os respectivos presentes em cada uma delas. Mesmo em se tratando de um país tropical (“...abençoado por Deus e bonito por natureza...”), o imaginário infantil, quer seja alimentado pela indústria Disney ou por seus genéricos, é constantemente bombardeado por esses estrangeirismos.
Outra lenda diz que os bons meninos e as boas meninas receberão o presente por terem cumprido sua obrigação moral.
Esse preâmbulo foi carinhosamente preparado para colaborar na compreensão da frágil situação vivida por José Roberto Arruda, atual governador do Distrito Federal, eleito pela coligação “Amor por Brasília”, composta pelos seguintes partidos: PP / PTN / PSC / PL / PPS / PFL / PMN / PRONA.
Como é sabido por todos, José Roberto Arruda foi filmado recebendo dinheiro e, posteriormente, denunciado como “cabeça” de um esquema de corrupção denominado pela imprensa burguesa como “Mensalão do DEM” ou “Mensalão do DEMO”, cujo título não passa de mais uma verborragia para desviar atenções e/ou vincular coisas (no formato) nem tão parecidas assim.
Não vou aqui relatar o caso, pois quem se interessar e ainda não tomou conhecimento, pode encontrar na internet, jornais, revistas, TV e rádio dezenas de reportagens sendo escritas sobre o assunto.
Contudo, é importante lembrar que a denúncia novamente, como em casos anteriores, só surge quando integrantes do esquema encontram-se insatisfeitos com seu quinhão no esquema. Surge aí a figura do “boa-vida” Durval Barbosa, seu ex-aliado e ex-secretário de Relações Institucionais, beneficiando-se da delação premiada!
É também verdade que existe a Operação Caixa de Pandora, uma investigação sobre esses atos criminosos, realizada pela Polícia Federal. Mas sabemos que todas as polícias desenvolvem seu papel até o momento em que os poderosos permitem.
Por outro lado, a cultura de “caguetagem” no país é uma das piores opções históricas a que recorremos. Recebe-se prêmios por entregar parceiros de longa data, dedicados às atividades lícitas ou ilícitas.
Judas se matou por entregar seu mano (Jesus) por vinte moedas, além de tantos outros que não suportaram a condição de alcaguete e também deram cabo de suas vidas ou se autoflagelaram até seu triste final. Mas, aqui, a tradição é a da traição, ou seja, premiar os que entregam familiares, amigos e parceiros à sanha de sua fria vingança.
Voltando ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, lembro-me dele envolvido no caso da manipulação dos painéis em votações no Senado, juntamente com Antônio Carlos Magalhães. Nessa época, Arruda pertencia aos quadros partidários do PSDB. Deixou a sigla, mas continuou no mesmo campo político.
Além dos maços de dinheiro entregues a Arruda e seus comparsas, ainda existem deputados do DF que recebiam grana do esquema, um deles tendo sido filmado guardando sua porção nas próprias meias (lembra-me outro caso!).
As explicações mais esdrúxulas são sempre as primeiras a serem apresentadas, tais como: trata-se de um complô armado por um petista suíço (homenagem ao ‘construtor’ do Minhocão), edição de imagens, eu não sabia de nada, era para comprar panetones, etc e tal.
Seu vice-governador, Paulo Octávio, é dono de conhecida empresa do ramo de construções e figurinha carimbada em lobbies pela capital federal. Importante notar que as empresas da família do governador e de seu vice lucraram por meio de contratos com o poder público local. Isso sem considerar as artimanhas utilizadas para aprovarem o Plano Diretor da região, além dos respingos em outras administrações do DEM-PSDB-PFL-ARENA, também na gestão de Kassab na capital paulista.
Esses epsódios recorrentes em nossa história, fazem-me lembrar duas obras, uma de Michel Foucault (Microfísica do Poder) e outra de Raymundo Faoro (Os Donos do Poder), pois além de as tramas dessa teia de relações entre os agentes da corrupção (sejam passivos ou ativos) estarem espalhadas por diversas esferas de nossa sociedade, nota-se que, salvo uma ou duas exceções, os donos do País continuam sendo os mesmos, independente de quem governa, pois trata-se de um poder político acima dos político-partidários.
Resta-nos pendurar nossas meias e aguardar nossa ilusão natalina, esse período em que se renovam as esperanças sem fundamento, esperando cair do céu as mudanças que devemos nós mesmos fazer acontecer.
Em 2010, defendo Saci para deputado federal!
Pelo menos, caso ele venha a usar meia, será apenas uma!
Saudações incorruptíveis…
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
David, Golias e a plateia de consumidores
O motivo principal para interromper meu silêncio é a tal fusão entre Grupo Pão de Açúcar (Extra Eletro, Ponto Frio) e Casas Bahia. Não sou favorável a nenhuma ordem de acumulação de capital nas mãos de poucos, por isso a preocupação e a vontade de escrever/refletir a esse respeito.
Embora seja “o assunto do dia”, trata-se, por um lado, de criar uma empresa muito grande de capital nacional (se é que isso ainda é possível no mundo!) com melhores condições de competir tanto internamente, quanto externamente. Por outro lado, permitir o aumento da participação do grupo nesse seguimento do varejo.
Nesse negócio, o Grupo Pão de Açúcar se valerá da da Globex para se constituir como acionista majoritário dessa empresa.
Nesse negócio, o Grupo Pão de Açúcar se valerá da da Globex para se constituir como acionista majoritário dessa empresa.
A proposta deverá ser comunicada à Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, e à Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça. Tais secretarias terão até 30 dias úteis para análise, verificando se resultará em concorrência desleal em relação às demais empresas do setor, elaborando seu parecer sobre o processo e os encaminhado em seguida ao julgamento do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que elegerá um relator.
Segundo as regras do Cade, o relator terá 60 dias para avaliar e encaminhar o processo a julgamento. Mas esse prazo pode ser zerado pelo próprio relator e começar a contar tudo de novo. Além disso, deve-se levar conta o recesso das festividades natalinas, o qual tem início dia 20/12. Em princípio, o processo só deve dar entrada após 07/01/10, quando o sistema de defesa da concorrência volta a funcionar e seus prazos voltam a correr.
Caso o Cade autorize o “acordo de associação”, o novo gigante do varejo (não que já não fossem grandes concentradores de poder econômico) elevar-se-á à seguinte situação no mercado interno:
Ranking das Empresas
Empresa Faturamento bruto (Em R$ bi)Vale 72,8
Gerdau 46,7
Pão de Açúcar/Casas Bahia 40
Ambev 39,7
Eletrobras 32,2
JBS 31,1
Ultrapar 29,5
Telemar Norte Leste 27,1
Telesp 23
Gerdau 46,7
Pão de Açúcar/Casas Bahia 40
Ambev 39,7
Eletrobras 32,2
JBS 31,1
Ultrapar 29,5
Telemar Norte Leste 27,1
Telesp 23
Fonte: Economatica
Uma singela provocação antes de continuar o assunto: notem que empresas privatizadas no período do ciumento pequeno príncipe (FHC) estão entre as com maior faturamento. Com certeza a “tucanalha” apresentou números subestimados das empresas públicas que queria vender a preço de banana e com nosso dinheiro (via BNDES), no afã de justificar seu projeto neoliberal de Estado Mínimo.
Retomemos em seguida o tema central.
Observe uma das estratégias que o Grupo Pão de Açúcar vem realizando para eliminar seus antigos concorrentes, criando monopólios. Aquisições do grupo Pão de Açúcar:
ANO EMPRESA
1976 Eletroradiobraz
1978 Peg Pag
1978 Mercantil São José
1978 Superbom
1980 Fórmula G
1997 Mambo
1997 Ipical
1997 Pamplona
1997 Freeway
1998 Barateiro
1998 Milo's Comercial
1998 SAB
1998 G. Aronson
1999 Rede Peralta
2001 Rede ABC
2002 Rede Sé
2003 Casa Sendas
2004 Copercitrus
2007 Rossi Monza
2007 Assai
2009 Ponto Frio
2009 Casas Bahia
Será que realmente a intenção é, como “prega” o receituário (neo)liberal, melhorar as condições de disputa nos cenários nacional e internacional, melhorando também preços e condições para os consumidores finais? Sinceramente duvido. Apenas facilitará a concentração de renda e propriedade nas “mãos de meia dúzia” dos já abastados empresários nacionais, aliados dos capitalistas internacionais.
Ao contrário do que os neoliberais gostariam, esperamos que o Estado brasileiro analise a possível fusão ou seu impedimento, tendo em vista os interesses do povo brasileiro (chamados pelos capitalistas de consumidores, embora sejam diferentes, sociologicamente diferentes) e não por meio das diversas formas de pressão e do tráfico de influência presentes inclusive no Congresso Nacional.
Será a reedição da batalha bíblica entre David e Golias?
Quem será David e quem será Golias nessa história?
E, além do Estado, será que a tal “sociedade civil organizada” irá se posicionar ou se esconderá ou será apenas mero espectador dessa arena romana?
Aguardemos as cenas dos próximos episódios...
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