segunda-feira, 11 de maio de 2015

MSN (Movimento dos sem nada)

Sem nada permaneço
Não espero mais nada
O futuro ficou no passado
Morto, triste e enterrado
Mas mesmo pobre e infeliz
Deixei intenso o meu legado
Não morri nas mãos do patrão
Mas do amor outrora renegado

VRJ - poema escrito em 29/06/2013.

sábado, 9 de maio de 2015

Elogio ao vazio

Mente vazia não é latifúndio
Pode ser meditação que eleva
Muitas vezes é espaço profundo
Algo que fala mais alto e cala
Sufoca a existência da alma
Despreza a parafernália moderna
Sente saudade do que não viveu
Luta pelo direito de ser o que é
Mesmo que não seja ninguém

VRJ - poema escrito em 28/06/2013.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Ovo da serpente

Espalhe por todos os cantos
A corrupção é o maior mal humano
Esqueça os verdadeiros culpados
Levantando bandeiras brancas pela paz
Em nome da moral e dos bons costumes
Aquela tradição que permite absurdos
Milhares morrerem de fome e de sede
Despojados até mesmo do simples viver
Esconda a mais-valia e a propriedade
Ela é privada e a responsável por isso
Quem é acomodado vai até preferir
Sem a verdade vai poder sorrir
É nítido que há uma divisão social
Só serve aos poderosos criminosos
Mas a classe servil, medíocre e babaca
Vai agarrar essa ideia como se fosse sua
Aos despossuídos sobrará o preconceito
E a desgraça de carregar em suas costas
A burguesia e os medianos cheios de soberba

VRJ - poema escrito em 27/06/2013.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Mascarado sem classe

É pau, é treta
É o fim do caminho?
Na quebrada desgosto
De um povo sofrido
O leite Ninho tá longe
Nos arredores da Paulista
Ou num distante banco suíço
A tevê insiste em dizer
Que somos todos brasileiros
Mas as riquezas têm propriedade
Notei uma diferença nisso tudo
Eu e meu vizinho não fazermos parte
Aqui não chega quase nada desse montante
Nem conheço essa elegante senhora dignidade
Deve ser culpa minha por não ter mérito na cidade
É o que diz meu patrão todo santo dia
Varti, corre atrás que você consegue
Mais uma migalha de felicidade

VRJ - poema escrito em 23/06/2013.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Sem rosto e sem vergonha

Na mitologia cristã deu a outra face
A classe média pagã segue sem cara
Apóia quem não mostra o rosto
E fala bobagem sem a menor graça
Acostumados que são pela manipulação
Tiram o contexto histórico do brasileiro
Calam-se nas matérias importantes
Omite quem é a corja que nos oprime
Faz fita, cria pânico e ainda assim é ouvida
Sou descolado, leio a Veja e sigo a Globonews
Sou contra a PEC 37, a PEC 33 e quero paz
Talvez meu lugar seja mesmo ir a “PQP”
Só se for open bar e puder ser celebridade
Datena, Resende, Jabor e Pondé vou encontrar
Vou descobri-los pelo tato, pois máscaras vão usar
O inferno tem TV a cabo e não vou mais pagar
Anonymous, queridos falsos, também não vai faltar
Lá tem CNN, AL Jazira, Globovisón e meus líderes
Hitler, Mussolini, Sadam, Marinho e muitos papas
Com todos eles pretendo dormir de conchinha
Afinal de contas sou mais um pobre coxinha

VRJ - poema escrito em 22/06/2013.