Pois paz sem voz, paz sem voz
não é paz é medo
Às vezes eu falo com a vida
Às vezes é ela quem diz
qual a paz que eu não quero conservar
para tentar ser feliz
...procurando novas drogas de aluguel nesse vídeo coagido
pela paz que eu não quero seguir admitindo
Trechos da música "Minha alma" de Marcelo Yuka - O Rappa
Após anos sob o julgo de ditaduras militares, estas abertamente apoiadas e financiadas pelo governo estadunidense, a América Latina vive momentos de ajustes democráticos e, como não poderia deixar de ser, os donos do mundo sentem-se incomodados.
Uma de suas estratégias é desqualificar as escolhas eleitorais dos povos latinoamericanos (não as julgamos aqui). Outra maneira é realizar acordos militares com ”nações amigas” para nos vigiar (e punir?) para além de seus satélites na órbita terrestre.
Prontamente a Colômbia coloca pelo menos sete de suas bases à disposição da nação do norte, assinando acordo de cooperação militar para que atuem em conjunto contra o narcotráfico. Esse pelo menos é o argumento de nossos vizinhos.
Trata-se sobretudo da região amazônica, a qual atrai interesses escussos de diversos países desenvolvidos e que, com toda certeza, afetará a soberania de diversos países da região, tais como Venezuela, Equador, Brasil, Bolívia, Paraguai e por aí vai...
Seria a reedição da política: “América para os americanos (do norte!) ou poderia também ser um requentado prato típico dos EUA, ou seja, a volta do Plano Colômbia? (se é que ele se foi algum dia!)
É claro que, embora eu seja um internacionalista, defendo a soberania das nações da região, contudo a Colônia, ops Colômbia (rs), faz parte de um continente que tenta uma melhor integração para enfrentar em melhores condições as disputas capitalistas no mercado internacional. É evidente, também, que após colocar os estadunideses “pra dentro” de seu território, será difícil colocá-los para fora.
Algo ainda mais bizarro é o fato de que tal acordo deverá passar por análise e aprovação no Congresso estadunidense e na Colômbia não passará por nada, apenas a simples assinatura do mandatário desse país que insiste em se comportar como colônia.
De acordo com a “etiqueta democrática”, imagino eu, deveria acontecer uma consulta popular (referendo/plebiscito) e ampla discussão nos órgãos multilaterais latinoamericanos antes de qualquer atitude dessas. Mas essa realmente não é uma prática do atual governo colombiano.
Saudações jacobinas...


