terça-feira, 11 de novembro de 2014

Tentativa e erro

Pensei e falei
Falhei em pensar
Piorei ao falar
Decidi abandonar
Aí foi que errei

VRJ - poema escrito em 22/11/2012.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Fim de feriado

Vai-te embora feriado
Eu nem tava querendo
Descanso pra quê?
Quem coloca comida no prato
Sabe que não trabalhar é embaçado
Mas também sabe do meu cinismo
Das manhãs de domingo
Dos dias inúteis, os mais úteis

Vai-te embora feriado
Que meu povo sofrido não tem luxo
Precisa de comida no bucho
Tudo objetivo, nada obtuso
Mas seja feriado cívico ou religioso
Entregaremos a ti a mais-valia
E não era o que eu queria
Queria viver e não sobreviver
Mas para isso é preciso consciência
Dessa forma iremos vencer
Ao menos ver seu sangue correr
Justiça em forma de revolução


VRJ - poema escrito em 20/11/2012.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Eu, piolho

A classe média é alienada
Bate palmas para prisões
Mas não se livra de seus grilhões
São verdadeiros bobalhões
Manipulados pela mídia burguesa
Pois suas verdades viram certezas
Salve o moralismo!
Seja o romano, seja o pentecostal
Não vamos restabelecer a ARENA,
Mas a própria fogueira da inquisição
Já que em folhas desse estado escreveram:
O que houve foi “ditabranda”, não ditadura
Que esses boçais vão assistir suas novelas
Vão pela cabeça de outros, como piolhos
E continue a aplaudir quem lhes encarcera
Lutemos nós, que pensamos e existimos
Mesmo que o público nos classifique como vadios
Pois haverá em nossa morte contentamento sadio

VRJ - poema escrito em 17/11/2012.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Ser ou não ser...

Se não é
Já foi
E se não foi
Será
Se ainda assim
Desejar
Posso assegurar
Fomos
Somos
E seremos 
Até o fim chegar

VRJ - poema escrito em 13/11/2012.

sábado, 1 de novembro de 2014

Eclipse

Os astros não ficam parados
Por que, então, eu ficaria?
Aquele que classificam como astro-rei
Com sua luminosidade esplendorosa
É eclipsado pela mais bela dama
Não há luz que não possa ser ofuscada
Nem escuridão que não possa ser dissipada
Basta apenas o movimento na direção exata
Às vezes quem é estrela poderosa
Submete-se à sombra sedutora
Noutras será a dama a esvaecer
Quer sejamos satélite natural a girar e gravitar
Ou mesmo uma estrela de quinta grandeza
Haverá sempre outras forças a intervir
Mas o caminho só será seguro para aquele que agir

VRJ - poema escrito em 13/11/2012.