quarta-feira, 11 de junho de 2014

Esquadra guerreira

Fomos a campo contra a lógica
E ela venceu, mas não me abateu
Ostentando o azul e a tradição
Mesmo na derrota, fez-se esplendor

Avante esquadra guerreira
Lutar, jogar, vencer ou perder
Nada disso é brincadeira
Levanta a cabeça e mostra-se faceira

O resultado é importante,
Mas nunca o será mais que o caminho
Guarde, da derrota, os ensinamentos
Leva contigo todo nosso carinho

VRJ - poema escrito em 01/07/2012.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A maldição de uma amizade

Como numa prece excomungada
Deixo de ter em ti, amiga amizade
Dias de honra e felicidade
Renuncio a ti, prejudicial afeição

É verdade que esperava mais de você
Deves ter esperado o mesmo tanto de mim
De minha parte quis que viajássemos além
Mas perdi nessa estação, o trem

De agora em diante, só desprezo
Os antigos diziam: Eis o preço!
Dívida paga, situação definida
A hora do adeus é sofrida

Mas seguindo e vivendo se realiza
Muito mais até do que se precisa
Indiferente em meu percurso
Menos vivo, mais recluso 

VRJ - poema escrito em 01/07/2012.

sábado, 7 de junho de 2014

Enfim só

Percebi que o que me faz humano
Nada tem a ver com socializar
A razão está em chorar

Demonstrar sentimento é humano
A fragilidade é algo real
Deve-se temer esse infortúnio

Mas nada mais humano
Do que tripudiar de quem sofre
Mesmo que soframos também

Tirar a razão de alguém
É esconder sua dor
É agir com desdém

Seja companheiro, seja parceiro
Da vida não sobra dinheiro

Da morte restará… ninguém

VRJ - poema escrito em 30/06/2012.

terça-feira, 3 de junho de 2014

O não e o sim

O medo algumas vezes é inimigo
Fugimos dele com todas as forças
Mesmo quando se deseja
Ele é forte e espanta

Mas por que a covardia vence?
Porque ela nos tapeia
Envolve-nos em sua teia
Depois abandona e abafa

Faça-se a mutação do sim e do não
Sem talvez para embaçar
Com novo recurso a alcançar
Livrando-se do trauma da negação

Eis que surge nova emoção
Seja afortunado, seja preterido
Importa é que seja bem recebido
Ajustando a vida e seu novo sentido

VRJ - poema escrito em 29/06/2012.

domingo, 1 de junho de 2014

Dissimular

Nada mais útil
Disfarçar é elegante
Tanto quanto necessário

A maioria não gosta de ser direto
Francamente somos ridículos
Por vezes desvalorizados

Dessa forma não sou entendido
Nem me entendo no que é importante
Melhor esconder, ocultar, aparentar, encobrir

Querido diário impetuoso e desgostoso
Lembra-me de ser secreto
Perdoai os excessos

Encerra essas linhas assim
Sem entender e sem esclarecer!

VRJ - poema escrito em 28/06/2012.