terça-feira, 25 de janeiro de 2011

São Paulo 457 anos!



Como não sou poeta, recorri a Tom Zé para festejar o aniversário de nossa cidade e suas singularidades:

São, São Paulo
Tom Zé

São, São Paulo meu amor
São, São Paulo quanta dor

São oito milhões de habitantes
De todo canto em ação
Que se agridem cortesmente
Morrendo a todo vapor
E amando com todo ódio
Se odeiam com todo amor
São oito milhões de habitantes
Aglomerada solidão
Por mil chaminés e carros
Caseados à prestação
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito

São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo
Quanta dor

Salvai-nos por caridade
Pecadoras invadiram
Todo centro da cidade
Armadas de rouge e batom
Dando vivas ao bom humor
Num atentado contra o pudor
A família protegida
Um palavrão reprimido
Um pregador que condena
Uma bomba por quinzena
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito

São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo
Quanta dor

Santo Antonio foi demitido
Dos Ministros de cupido
Armados da eletrônica
Casam pela TV
Crescem flores de concreto
Céu aberto ninguém vê
Em Brasília é veraneio
No Rio é banho de mar
O país todo de férias
E aqui é só trabalhar
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito

São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo


sábado, 22 de janeiro de 2011

Consumo, logo existo: paradoxo das catástrofes “naturais”?


É sobretudo um pomar cujas altas ramadas, pereiras, romãzeiras e macieiras de frutos de ouro e poderosas oliveiras e figueiras domésticas produzem sem se cansarem nem se deterem os seus frutos; tanto no inverno como no verão, todo o ano, dão fruto [...]
HOMERO [século X-IX a.C.]. Odisséia

Teu Cristo é judeu; teu carro, japonês; tua pizza, italiana; tua democracia, grega; teu café, brasileiro; tuas férias são turcas; teus números, árabes; teu alfabeto é latino. E teu vizinho é tão-somente estrangeiro?
SALEM, Helena. As tribos do mal: o neonazismo no Brasil e no mundo. São Paulo: Atual, 1995, p.83. [História viva]


O capitalismo é o genocida mais respeitado do mundo.

Nossos filhos devem possuir as mesmas coisas que as outras crianças, mas eles devem também ser privados daquilo que falta às outras crianças.
Ernesto Che Guevara

Como são recorrentes nesse período do ano, as chuvas e demais fenômenos naturais pertinentes ao período do verão no hemisfério sul, devastam imensas áreas e separam o mundo desenvolvido dos subdesenvolvidos e em desenvolvimento e isso fica nítido enumerando as vítimas desses eventos, sejam as fatais ou “apenas” desabrigados e feridos.

Autoridades constituídas nas Repúblicas das Bananas espalhadas pelo orbe, da qual somos locatários, reagem culpando Deus ou seus ministros (santos). Alguns poucos ainda têm o descaramento de culpar o povo, o qual considera (segundo seu olhar de colonizador) baixo, porco, preguiçoso, teimoso e imprudente que insiste em se dependurar no alto de morros, beira de rios e locais que o ambientalismo pueril e liberal recrimina ferozmente, onerando os cofres públicos e preocupando suas mentes cristãs com a tragédia anunciada que insiste em nos apoquentar, ano novo após ano novo.

Temos mais celulares do que habitantes no território nacional, além de outras bugigangas, além dos apetrechos de quinta necessidade (e categoria), todos descartáveis para que possamos breve gastar nossos escassos contos de réis novamente com esses objetos que beiram a inutilidade (quando mesmo não o são!). Sabendo-se lá em quais condições de produção e sequer se os direitos básicos desses trabalhadores são garantidos.

Vivemos o canibalismo, meus caros, só que conduzido com a sofisticação e aprovação dos doutos do Primeiro Mundo e com a subserviência tradicional de governantes e povos do mundo a ser desenvolvido. Lamentável a guerra fiscal e a sanha por lucros pornográficos, enquanto nossa espécie mingua e destrói as demais em nosso planeta.

Que fazer diante dessa situação?

Campanhas para salvar os baleias e demais animais marinhos?

Campanhas para evitar a construção de moradia em barrancos e nas beiras de rios e córregos?

Deixar de distribuir sacolas plásticas nos comércios?

Reciclar tudo e todos?

Abraçar uma árvore?

Providenciar oferendas aos deuses e demais entidades para diminuir sua fúria em relação a nosso abuso?

Além dos necessários planejamentos urbano e rural, coisa nunca feita antes na história desse país, há que se mudar mentalidades e atitudes em nossa sociedade global e local. Não viveremos bem e nem muito se não deixarmos de produzir tanta bobagem em nome do deus Mercado e seus discípulos capitalistas.

Reestruturar a produção mundial visando atender as necessidades sociais e não aos lucros de nossos pós-modernos senhores feudais e especuladores do dinheiro virtual, é indispensável. Não mudamos o mundo se não mudarmos nossa matriz produtiva, se não educarmos os povos do planeta na intenção da cooperação entre nós e as demais espécies, salvaguardando os ecossistemas terrestres e nossos recursos não-renováveis.

Dessa forma poderíamos combater o consumismo, praga piorada desde a modernidade, que provoca o furor pelo consumo doentio e sem freios, aliás, sem incentivos aos freios sociais, tendo em vista que a economia capitalista tira proveito dessa situação. Poucas são as vozes que se levantam contra essa moléstia agravada pelas revoluções burguesas dos séculos passados.

Consumismo e individualismo de mãos dadas, com adição da perpetuação da concentração dos meios de produção e de recursos em poder de seleto grupo, além da despolitização das questões sociais sendo aceita inclusive por parte da intelectualidade e da vanguarda socialista, ampla permissividade na difusão da ideologia neoliberal de Estado mínimo e apartado das prioridades populares e a renuncia de educação de qualidade aos povos de todas as culturas, torna-se a receita adequada para continuarmos na trilha do Armagedom.

Debater soluções definitivas é considerado enfadonho e pouco apreciado pela maioria dos abastados, afinal de contas isso significa tratar de realizar melhor distribuição de recursos e, na onda dos poderosos, as demais classes são influenciadas pela ideologia dessa classe dominante, difundidas através dos meios de comunicação abundantemente dominados por nossos senhores de engenho.

Abaixo o consumismo!

Saudações transformadoras!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A fantástica fábrica de aumentos do Prefeito Taxab: a mídia continua... nojenta e à serviço do capital!


"O que faz mal não é a mentira que passa pela mente, mas a que nela mergulha e se firma." (Francis Bacon)

"De tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade." (Joseph Goebbels)

"A mentira roda meio mundo antes da verdade ter tido tempo de colocar as calças." (Winston Churchill)

"Uma garrafa de vinho meio vazia também está meio cheia; mas uma meia mentira não será nunca uma meia verdade." (Jean Cocteau)

Iniciamos o ano da graça de 2011 com mudanças interessantes na política brasileira. Dilma Rousseff assumiu a presidência da República, após 8 anos de governo Lula; Tiririca e sua turma assumirão breve seus mandatos de deputado, com pornográficos aumentos salariais e pouco trabalho.

Aqui, nosso ‘querido’ prefeito Gilberto Taxab, decidiu por repassar o problema de suas contas para a população que recebe como contrapartida péssimo serviço público, seja na questão do péssimo transporte público, seja na inspeção veicular e no IPTU. Sem contar com o sofrível atendimento escolar e o serviço desumano da saúde pública especialmente em nossa cidade, digo isso porque não tenho plano de saúde, mas quem tem também reclama do atendimento aquém do necessário. Aumento acima da inflação!

Recuperando o juízo que indica que uma mentira contada diversas vezes passa a usufruir do benefício de verdade instituída, vejo os marqueteiros da política e dos produtos chafurdando-se em nossa lama social.

É fato que há muito tempo, além de nossa força de trabalho ter virado mercadoria, os periódicos vendem notícia de acordo com o gosto do freguês, isso quando não criam demanda por suas idéias mirabolantes. A classe média, informada e sedenta por mais luz de sabedoria jornalística, acha-se bem informada lendo aquelas revistinhas semanais escrotas que se sustentam vendendo fofocas de ‘famosos’ ou fofocas de políticos e empresários também ‘ilustres’. Nojento!

Adotam seus tons de crítica ou de elogios não por convicção ideológica editorial, mas de acordo com os ventos da popularidade dessa ou daquela ‘personagem’ da semana. Cristalizam ‘sutilmente’ preconceitos e conceitos que serão ‘papagaiados’ pelos cidadãos e cidadãs bem informados, às vezes leitores de manchetes sensacionalistas ou espectadores dos telejornais.

Cruel o fato de como as coisas podem mudar sem sair muito do lugar!

O lugar-comum deve ser repetido como mantra, pois, povo sem educação (de qualidade!) não é sujeito de sua história. Ou, como disse o agora perseguido Monteiro Lobato, um país se faz com homens e livros. Muito embora diversos ‘intelectuais’ ainda estejam presos a enganação da ‘neutralidade’, jogando fora, assim, suas leituras em nome da Santa Amada Ciência dos Últimos Dias. Lamentável tal embuste covarde!

Estou de volta, queridos e queridas ‘compas’!

Tiririquemos 2011!

Saudações do filho pródigo!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Valter Jacinto, meu pai-herói!


" Versos Ao Meu Pai Morto "

"Meu pai nessa hora junto a mim morria
sem um gemido, assim como um cordeiro"
(Augusto dos Anjos)

À vezes me surpreendo a pensar em meu pai
no silêncio do quarto, horas tardes, a sós...
Vejo-o magro e doente, a morrer sem um ai !
Julgo ouvir pela noite a dentro, a sua voz !

Morreu meu pai, - meu pai... meu verdadeiro amigo...
Assisti-lhe o sofrer, longos meses a fio,
e ainda tenho em meus nervos, a vibrar comigo,
seu último estertor... seu último arrepio...

Olhei-o ... Procurei-lhe o olhar, transido e aflito,
busquei-lhe o pulso, em vão... Morto meu pai. - morrera !
Tomara essa expressão de ausência, de infinito,
das estátuas sem vida e dos corpos de cera !

Por mais que lhe notasse a placidez da face,
o semblante sereno, o olhar frio e sem cor;
por mais que a sua mão febril se enregelasse
e ouvisse ao meu redor mil explosões de dor;

por mais que lhe fitasse a figura impassível
já perdida num ar de calma e inexistência,
- não podia aceitar... era atordoante e incrível
que a vida se evolasse assim como uma essência!

Efêmera e fugaz, num segundo vencida,
como um floco de espuma ou uma folha que cai...
Eis, enfim, ao que eu vi se reduzir a vida
naquele instante absurdo em que perdi meu pai !

Era tudo irreal, monstruoso, inaceitável !
A morte transcendia ao seu próprio realismo !
Era como se o mar, se o céu, se o imensurável
rolassem aos meus pés, em caos, sobre um abismo !
..................................................................................

Morreu meu pai. Às vezes me surpreendo a sós
retendo-o na lembrança em mil detalhes vãos...
Vejo-lhe o vulto, o olhar; ouço-lhe o riso, a voz,
- sinto-o perto de mim, chego a tocar-lhe as mãos...

Morreu meu pai. Morreu o único homem no mundo
que acreditava em mim com um cego amor, profundo,
e via em meu destino indeciso e sem brilho
um caminho glorioso... uma esperança imensa ...

Pobre pai!... Que este humilde poema de seu filho,
escrito em seu louvor, feito à sua memória,
possa, - ao menos por isso, - honrar a sua crença!
- e até justificar a minha vida inglória !

( Poema de JG de Araujo Jorge - do livro Eterno Motivo; - Prêmio Raul de Leoni, da Academia Carioca de Letras - 1943 )
Sempre achamos que a nossa dor é a mais forte que se pode existir. Sei que existem pessoas com maiores problemas nesse mundo do que eu, mas a perda do meu pai querido sempre deve ser respeitada.

Encontro-me desnorteado nesse momento em que escrevo essas linhas, pois no início da tarde dessa última quarta-feira (27/10/2010) perdi meu herói, o qual se despediu dessa encarnação aos 56 anos. Muito novo para essas coisas.

Não sei fazer biografias e, nessa hora terrível, sempre descobrimos que sabemos bem menos sobre quem amamos do que poderíamos saber. Mas sinto vontade de escrever sobre isso, pois é a única maneira que consigo dar vazão a esse sofrimento, que não é só meu, mas de toda a minha família e de nossos amigos.

Enfim, desde essa última quarta-feira, quando o desencarne aconteceu (o que todos temíamos desde a primeira internação), foi interrompida uma história de muita felicidade, mas de fases ruins também. Não vou aqui escancarar as coisas e sentimentos, não é disso que preciso nesse espaço, apenas preciso escrever um pouco para dividir a dor, seja com os amigos que lêem minhas linhas, seja para eu registrar essa tristeza que me consome.

O homem forte e de integridade que ensinou seus 4 filhos (Valter, Fabricia, Paulo e Lucas) as melhores lições sobre honestidade, amor, cuidados e dedicação àquilo que é importante (entre tantas outras coisas importantes que fez por todos nós), não passou em branco na vida. Fez diversos amigos e despertou a admiração de muitos por todas as virtudes que possui. Tenho certeza de que se todos o tivessem como pai, o mundo seria um lugar de felicidade, mas apenas nós quatro tivemos essa honra. Agradeço a Deus por tê-lo em minha existência.

Como o momento é de dor, mesmo eu sendo um espírita que flerta com o ateísmo, sei que carrego o nome que também é dele, meus irmãos carregam as virtudes que ele se esforçou para nos ensinar, todos carregamos a dor nesse momento. Espero que exista de fato um motivo para essas coisas acontecerem. Será que isso é fuga ou fé?

Enfim, como escrevi no facebook:

Meu coração está dilacerado... as tais linhas tortas levaram meu herói! E ainda tenho tanto pra dizer... pra conviver... e de um lado ou do outro (da vida), estamos sempre juntos... carrego comigo seu nome... seu amor... minha dor... a dor dos meus... Valter Jacinto, meu pai-herói! Amo mais do que imaginava.

Pai... esteja na paz de Deus! Todos te amamos muito!

Perdão pelo que não tive a sensibilidade de te proporcionar, mas tudo que me ensinou e todo amor que dedicou não foi em vão, nesse e noutros momentos dividimos sorrisos e lágrimas. Foi você quem me ensinou também a amar Fórmula 1, nosso Palmeiras e nosso ídolo, Ayrton Senna. Também me ensinou a respeitar a todos sem discriminação, não ficar calado diante das injustiças desse mundo e a valorizar o ser, não o ter.

Espero que possa sentir essas palavras aí do plano espiritual e, assim que puder, preciso de notícias.

Fica com Deus, pai amado!



terça-feira, 12 de outubro de 2010

As armas e os barões assinalados


As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valorosas
Se vão da lei da Morte libertando,
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.

Luís de Camões, Os Lusíadas (1572)
Canto I, 1--2

Depois de longo e tenebroso inverno em meus dias, retorno para destilar minhas observações a respeito das coisas desse mundão velho e cheio de desventuras. Passemos logo às questões pertinentes ao meu desafogar de sentimentos em forma de letra, imagem e insatisfação.

Passamos pelo 1º turno das eleições presidênciais e o falso moralismo da direita brasileira se apresentou desde o primeiro dia até esse malfadado 2º turno. Sim, malfadado, pois não está servindo para aquilo que muitos eleitores alardearam, e algumas campanhas também, como sendo o melhor momento para se apresentarem propostas com mais calma, profundidade e tal. Quem de fato quisesse algo assim, poderia ter consultado os sítios dos candidatos, lido a íntegra de seus programas de governo e entrado em contato com suas coordenações para pedir detalhamentos. Isso o eleitor brasileiro não faz, seja por falta de hábito, por não considerar importante ou até mesmo por preguiça.

Estamos acostumados a ter "interpretadores" (brasilianistas, por exemplo), seja nas ciências humanas, seja através da opinião dos sábios da tv, rádios e jornais, poupando-nos de utilizar nossa energia lendo, refletindo e formando nossa própria opinião. Isso não é exclusividade brasileira, muitos povos em nosso continente e em tantos outros recantos têm esse costume: herança de nossa colonização e/ou da inserção de nossa mentalidade no sistema capitalista.

A todos os amigos e leitores é sabido que sou petista e não simpatizo com o tucanato/demo’s pelo fato de representarem a classe dominante que aportou em nossas terras há mais de 500 anos. Desde lá se encastelaram em governos abertamente anti-democráticos, salvo raras exceções. E é exatamente pelo fato de não estarem no governo central há quase 8 oito anos, pelos avanços que este governo representa e, ainda, pelo início da mudança na correlação de forças em nossa sociedade que passam a (re)utilizar a estratégia do medo.

O fato é que esses antigos senhores das capitanias hereditárias, senhores de engenho (continuam latifundiários de terras!) e atuais porcos capitalistas empreendem uma “nova Cruzada” para tentar restabelecer a ordem anterior, a qual sempre os favoreceu. Para tanto têm como forte aliado setores da Santa Amada Inquisição e demais seitas cristãs. Distribuição de panfletos e email´s difamatórios (alguns escondidos no anonimato, pai da impunidade!), discursos enviesados, mudanças táticas (embustes!) e guinadas à direita conservadora e fascista são as “novas” armas dessa escória política.

Aborto e união civil de pessoas do mesmo sexo são assuntos pertinentes, devem ser debatidos por toda a sociedade, não somente pelos fascistas e igrejeiros e o modelo final, em todo Estado laico, deve ser resultado desse longo debate. Isso não se faz em período eleitoral, no qual hipócritas jogam de acordo com a torcida e não pensando no aperfeiçoamento de nossas leis, mas agindo de acordo com o gosto do freguês.

Aos barões assinalados, seus dirigentes burgueses, burocratas e seus bispos, todos hipócritas que tentam se travestir de heróis humildes e que levaram à revelia dos povos de América, África e Ásia seus impérios e sua igreja de fé cega em relação às injustiças e torturas de tais povos conquistados, digamos novamente que somos detentores de livre arbítrio, independência, autonomia e, cada dia mais, estamos mais livres de seu pensamento eurocêntrico e/ou de suas variações estadunidenses (capitalistas de merda!) e já está brotando na nova primavera dos povos o gérmen da destruição desse sistema desigual.

Enfim, volto com disposição para a batalha contra essas deformações do sistema democrático e para colaborar com o esclarecimento de todos aqueles que eu tiver a oportunidade de poder me fazer “ouvir”. Paro agora por aqui, mas volto breve para polemizar!


Abaixo a falsa devoção!

Abaixo a simulação!

Saudações eleitorais!