quarta-feira, 6 de abril de 2016

Toda sua covardia

Vivendo à sombra do pecado
Sua existência era tão irrelevante
Que desejou deixar tudo de lado

Não aceitava mais a luz do dia
Recusava-se a realizar as tarefas
Deixando-lhe escapar até a rotina

Agora que nada mesmo ele teria
A vida tudo já lhe tinha roubado
E o que não lhe foi surrupiado
Entregara sem mostrar valentia

VRJ - poema escrito em 07/05/2014.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Amarguras

Não as cultive por um motivo
São péssimas companheiras
Na viagem significa peso extra
Algo que não mais interessa

Como correntes a serem arrastadas
Atrapalhando todo o andamento
Deixam gosto amargo na estrada
Como uma espécie de doce-veneno

Preparando a vida nova que virá
Sangrando até a última gota
Toda a alegria que me restava

Mas há de existir algum refúgio
Guardando toda a minha solidão
Em lugar protegido e sereno

VRJ - poema escrito em 07/05/2014.

sábado, 19 de março de 2016

Crescendo e esquecendo

Aprendi lição importante
Não mais me preocupo
Com sua necessidade de falar
Quando devia ficar mudo

Sua opinião ainda é importante
Só que não mais para mim
Mas para outro alguém desimportante
Guarde bem essas palavras que escrevo

Pode até parecer que há rancor
Mas não cultivo esse sentimento
O que sinto agora é simples desprezo

VRJ - poema escrito em 01/05/2014.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Essa noite

A noite nunca acaba bem
Sempre há do que reclamar
Estou ao seu lado sem reparar
Alcanço seus lábios por desejar

Mas a sucessão das horas rouba-te
E minha alegria agora irá terminar
Pois ao amanhecer não a tenho mais
Apenas com meus sonhos vai me deixar

VRJ - poema escrito em 30/04/2014.

terça-feira, 1 de março de 2016

Conjunto Residencial Coxinha

No condomínio coxinha é assim
Notícia fresquinha da Veja
Conversa de cabeleireiro
Embasbacado com a novidade
E com a sunga da autoridade
Sonha com a ilha e com o castelo
Não tem vergonha na “Caras”
Paga atrasado a luz, o gás e demais taxas
Mas compra Nike e ostenta a biju
A aparência vale mais que a personalidade
Não vive e nunca viveu de suas virtudes
Mas da imagem distorcida e babaca
Que insiste em chamar de realidade

VRJ - poema escrito em 25/04/2014.