quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Aqui jaz

Na aridez da metrópole
A tristeza de uma lápide
Uma vida em poucas palavras
Nem todas são lisonjeiras
Mas juntas formam uma visão
Não pode mais contestá-las
Quem passa as lê sem trapaça
E faz seu próprio julgamento
Tudo de bom e de ruim num só tempo
O que está lá, não está em testamento
Pobre daquele que nessas linhas
Sua própria angústia reconhece 

VRJ - poema escrito em 15/12/2013.

domingo, 13 de setembro de 2015

Mais um dia, menos emoção

Encerrou-se mais um dia dentre tantos
Idéias, sons, letras, sentimentos e pessoas
Todos embaralhados e esperando
Aquilo que foi muito importante

E agora está largado em qualquer canto

VRJ - poema escrito em 30/11/2013.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O vazio do nada

Desconfio que não exista
Embora da procura não desista
Meu objetivo é encontrar
Mas nenhum indício aparece
Talvez já esteja morto
Possivelmente escondido
Da curiosidade humana
Momentânea e pouco interessada
Melhor é fingir indiferença
Do que mesmo encontrar
O nada da existência banal
Que nos afasta da essência
Vazia de sentido real

Perdida em qualquer sexta-feira

VRJ - poema escrito em 24/11/2013.

domingo, 6 de setembro de 2015

Entre a cruz e a espada

Escolha agora seu caminho
Isso selará o seu destino
Judeus condenam cristãos
Que se dividem e se agridem
Ateus condenam religiosos
Para ganhar força se reúnem
Todos têm a verdade a seu lado
Deus agora é vil metal, é liberalismo
Condenando a mim e a você
Do poder divino ao secular
Todos tentam em vão se salvar
Só quem tem força e poder

Poderá agora consumir e ser 

VRJ - poema escrito em 24/11/2013.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A justiça deles

Hoje é dia de coxinha
O gigante abestado
Está repleto de felicidade
Ficou horas na estrada
E riu da piada sem graça
Gargalha com humoristas racistas
Aos domingos está na missa
Acha que o STF fez justiça
Esse órgão a serviço da burguesia
Vai na onda da elite conservadora
Que parece já estar de saco cheio
De ver pobre com comida na mesa
Reivindicando seus direitos sociais
Gostariam de voltar à monarquia
Legitimada pela benção divina
Na qual contente nos prendia
Era da senzala para o tronco
Chibata comendo todo dia

VRJ - poema escrito em 15/11/2013.