domingo, 12 de julho de 2015

Meio cheio, muito vazio

Saber que nada sei é fato
Ainda mais ao ver meu prato
Nele há tudo o que aprendi
E continua muito vazio
Por outro lado é certo
O que há fora dele
É maior que um deserto
Parece-me não ter fim
Aumentando a angústia
Deve ser mesmo assim
Viver para pouco aprender
E tentar descobrir tudo
No desassossego do fim

VRJ - poema escrito em 24/08/2013.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Desafiando a vida

É certo que me iludiu muitas vezes
Os bons momentos são passageiros
Os outros duram mais do que eles
Decidi me encarcerar no meu mundo
Dessa forma posso fugir do absurdo
E enquanto você não cria vergonha na cara
Sigo te desafiando a ser melhor para todos
Especialmente àqueles que vivem a sofrer
E não lamentam mais do que uma noite perene
Não me venha com suas provas e aflições
Os pecados de minha espécie não são assim
São tão nossos como também é seu
Então tome partido e não se esquive
A omissão do destino também é crime

VRJ - poema escrito em 24/08/2013.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Doces poderes

Suspeito que o poder fascine a todos
Alastrando o fascismo a tantos tolos
Diversas vezes se encontra em má companhia
Seja pelo desejado e onipotente vil metal
Até mesmo protegido pela aura cultural
Há ainda a forma abençoada de poder
Imagino que isso deva representar apenas
Uma lamentável insegurança na espécie
Mendigando mais alienação e garantias
Para não perder suas ilegítimas regalias
Confundindo seu posto com a personalidade
Num estúpido esforço de falsear a autoridade
Tornando-se escravo da existência de seu domínio

VRJ - poema escrito em 22/08/2013.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Manda quem pode?

Nesse mundo manda quem não deveria
E só obedece quem está conformado
Àqueles insatisfeitos com essa verdade
Rebelam-se e vivem o que há de concreto
Lutando com amor por outra realidade

VRJ - poema escrito em 22/08/2013.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Pureza do amor aos animais

Sublime é o amor
Que em sua fórmula
Também contém a dor

Viemos para amar
Não para ser amados
Os animais sabem bem disso

E quando o bicho homem
Resolve aplicar essa receita
Faz-se mulher, torna-se mãe
Não é dona, mas guardiã  

VRJ - poema escrito em 20/08/2013.