terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Fuga da morte



Quero ver quem foge dela
Implacável e certa que é
Caso a engane, ela volta
E sem cerimônia te transporta

Há quem se considere imune
Equívoco mitológico e mágico
Imortal só aquele que não nasce
E reina glorioso na terra do nunca

 
VRJ - poema escrito em 29/03/2013.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Classe medíocre



Não consigo aceitar
A vontade da classe média
Obediente a se ajoelhar
Não é rica como a elite
Aceitando se remediar
Então por que lutar?
Temos o mundo a conquistar
E dos grilhões nos libertar
Mas nesse país se prefere
Viver em prisão domiciliar


VRJ - poema escrito em 26/03/2013.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A (re)volta



Para (re)encantar meu mundo
Nada de procurar uma mulher
Com quem tenha química especial
A alquimia deve voltar a reinar


 VRJ - poema escrito em 23/03/2013.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Quando calar



Vontade de tê-la novamente
Por mais doloroso que seja
Isso não cala em minha mente
O que passou, passou
Sendo ela água de rio
Mesmo que seja o mesmo
Flui seu destino em novas gotas
Trouxe até mim a vida
Leva-te hoje, minha morte
Não quero mais ter norte
Pois quem o determina é aquele
Para o qual sorriu a sorte

 VRJ - poema escrito em 23/03/2013.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Numa noite, um pouco de amor fugaz



Encontrou nos braços da noite o sossego
Num gole de cerveja um alívio torpe
Sôfrego vivera até aquele momento
Naquela flor que espalhara seu perfume
A todos por força do ofício e do costume
Deixou um naco de sua alma em espécie
Pena estar conformado com a tristeza
Não pôde perceber toda essa generosidade
Que não encontra há tempos na humanidade
O que lhe resta é fechar a conta e pegar o táxi

VRJ - poema escrito em 20/03/2013.