domingo, 21 de dezembro de 2014

O mundo não acabou...



E não foi hoje que ele acabou
Embora dê sinais evidentes
Que vem acabando aos poucos
Celebrando a bondade dos loucos
Chorando a tirania de outros
A crueldade dos déspotas
Que outrora se travestiam de reis
Agora reivindicam ser modernos
Na Paulista vestem gravatas e ternos
Ganância da burguesia sem coração
Que suga da natureza do homem
Aquilo que na vida mais importa
Não é o fim do mundo que preocupa
Mas a continuidade das desigualdades
Que alienam sem sentimento de culpa

VRJ - poema escrito em 21/12/2012.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O pó e só



A verdade é uma só

Mas dá medo virar pó

Deixar a existência é cruel

O temor maior é nem ser lembrado

Deixo essa ideia de lado

Mas quem nutria carinho

Hoje divide sentimento

Grão de areia no deserto

O futuro é algo hipotético

Sobra a ideia tresloucada      
Sonhar sozinho pelo caminho

VRJ - poema escrito em 19/12/2012.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Prisão do vento

Foi com o vento
Segredo é bento
Busco conhecimento

Sólido como areia
Fugindo da sua teia
Mas não porque queira

VRJ - poema escrito em 16/12/2012.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A transformação

Dois mil e doze foi diferente
Não terminou ainda, de fato
Mas muito do que pensava
Como uma bolha de sabão
Desfez-se bem na minha face
Resta-me seguir em frente
Sei que nada será como antes
Acusar o golpe todos podem
Mas quem aprende com eles
Supera a dor e o próprio tempo
Opção é permanecer com a agonia
Ou descobrir a beleza de aprender

VRJ - poema escrito em 16/12/2012.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Dragões e ilusões

Sempre acreditei em dragões
Existem tal como os duendes
Mas as ilusões são as que mais rendem
É só verificar o score de meus desamores
Perder faz parte do jogo, mas incomoda
E se for pra escolher dentre tais opções
Fico com as chamas dos dragões

E desapego das tentadoras ilusões

VRJ - poema escrito em 14/12/2012.