terça-feira, 11 de março de 2014

Aprendendo com o primeiro amor

Vários nomes a história há de apresentar
Mas com qual delas hei de me casar?
Eis o passo que tenho que dar
Seguir aprendendo e experimentando amar

Frio na barriga e mãos suando
Será um infarto a me sentenciar?
O mal porque agora sofres
Não há de lhe poupar

Sofres e padecerá não só por amor
Mas por aquilo que irá esperar
Muito mais do que a dor
A qual te consumirá

Aprenderás a viver
Planejando, arrumando, prevenindo
Procurando razão para continuar
O sentido da vida é simples

Com o carro ainda em movimento
Sem previsão de bom tempo
Sem ter mais o que esquematizar
Viver é a ação que tens a realizar

VRJ - poema escrito em 26/05/2012.

domingo, 9 de março de 2014

O que passou, passou?

Nada pior do que viver e esquecer
Não esqueço aqueles momentos
Nem todos foram belos,
Alguns foram pleno tormento

Mas de todas as engenhocas
A que mais desejo
É a possibilidade de construir
A máquina do tempo

Nada mudar é a ordem
Estabeleça-se, então, o caos
Nada mal
Vivendo e revendo

Deixo aos jovens de agora
Os sonhos dos jovens de outrora
Mesmo que esses sejam velhos
Como eu sou

Deixo aqui apenas uma lição
Modesta, talvez: 
O importante para quem viaja

É viver a escolha que se fez!

VRJ - poema escrito em 26/05/2012.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Um Outono

Vão-se folhas e flores
Ficam as raízes
Desespero de quem vive
Apenas na superfície

Lenho ou xilema,
Seiva bruta
Líber ou floema,
Seiva elaborada

Talvez sejam as veias e artérias das plantas
Preenchendo seu ‘coração’
E fazendo funcionar sua ‘razão’
Plantando o amor em sua espécie

O que se leva dessa vida?
Algo importante?
Ou trata-se apenas de ilusão
Vendida a prestação!

VRJ - poema escrito em 22/05/2012.

terça-feira, 4 de março de 2014

Simply the Best

Estamos aqui por um simples sentido
A vida não é só correr
Exemplo de vitória
É representar um povo sofrido

Mostrando que, ao contrário do que dizem
Somos grandes, somos desiguais
Mas, sobretudo, somos sedentos
Procurando por justiça social

Um dos maiores que aqui estiveram
Teve sorte e oportunidade
E nos deixou bela mensagem
Nada disso me apetece

Tudo que conquisto é por vocês
Povo amado e sofrido
Busquemos mudar isso

VRJ - poema escrito em 21/05/2012.

domingo, 2 de março de 2014

Minha prisão

Hoje percebo boquiaberto
Que a cada instante fico mais perto
Daquele desejo de me libertar
Quem sabe até despertar?

Mas quanto mais me liberto
Mais vontade tenho de fixar xilindró
Menos cativo me percebo
Lembrança suave dos conselhos da vovó

Ah, meu santo desespero!
Assim, destempero!
Rumo ao desconhecido
Estranho conhecido

Pessoa afirmou:
Navegar é preciso, amar não é preciso!
Assim segue a dúvida:
Do que preciso?

A precisão matemática
Foge a meu gosto humanista
Recorro à retórica
Sem aquela paciência intimista

Nessa minha prisão inglória
Da qual me tornei insurgente
Nem a essa prisão sinto-me pertencente
Nem a minha própria história

VRJ - poema escrito em 20/05/2012.