quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Poeira no vento

Encarar a verdade
Nua e crua
É viver a realidade

Nessa grande terra
Habitada por gigantes
Como nunca d’antes

Mas o difícil é ser finito
Aceitar as imperfeições
Cultivar afeições

Enfrentar o fato
Sem saber exato
Que apenas somos
Poeira no vento

A todos nós resta sonhar
Aventura humana
Brincando de ficção
Buscando liberdade

VRJ - poema escrito em 17/05/2012.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Aos vencedores as batatas e aos “neutros” nosso desprezo


Saudações a quem tem coragem
Aos que tão aqui pra qualquer viagem
Não fique esperando a vida passar tão rápido
A felicidade é um estado imaginário
Pense e dance
Pense
Pense e dance
Barão Vermelho - Pense e Dance

A opção brasileira de informar, formar opinião e construir conhecimento é uma das mais pusilânimes que existem. Não é só aqui, mas aqui nos incomoda diariamente. E também não acontece somente nos meios de comunicação de massa, mas (por exemplo) passa pelos bancos universitários, nos quais aprendemos que ser “neutros” é virtude, sabedoria ou outra babaquice dessa. Ninguém é neutro e quem tenta se passar por isso já se decidiu pelo lado do opressor.
Mas como a cobertura jornalística é vasta em exemplos desse tipo de posicionamento que se finge isento e na verdade atende as demandas de determinados grupos, os quais compõem a classe dominante daqui e do mundo, acabam por nos confrontar com maior frequência.  
A situação enfrentada pelos países do Oriente Médio e norte da África durante a chamada Primavera Árabe, as revoltas em países como Iraque, Afeganistão, Ucrânia e Venezuela recebem coberturas enviesadas e com um verniz de trabalho jornalístico profissional, isento e acima de qualquer interesse. Aparece em suas linhas, ondas ou imagens, apenas aquilo que as poucas famílias detentoras dos meios de comunicação de lá e daqui pretendem que seja visto, ouvido ou lido(obviamente). Ao recorrer aos escassos meios alternativos e pode se comprovar que a verdade é reconstruída de acordo com a versão conveniente.
Diante dessa concentração da “verdade” nas mãos de poucos, nós encontramos muitas dificuldades para conseguir montar o quebra-cabeças que se conhece por realidade. Sem contar na ingerência dos vendedores de ilusão (religiões) que tentam impor seus dogmas e controlar a ignorância nossa de cada dia.
Opinar, posar de bom moço e sempre querer aparentar ser uma entidade acima dos meros mortais que tomam partido, seja de uma lado ou de outro, muitas vezes apenas denuncia a covardia que assola muitos acadêmicos, outros tantos jornalistas e um sem número de bem informados leitores da Veja e seus similares.
Não cobro neutralidade dos meios e nem de ninguém, pelo contrário, quem diz não ter interesses, mas faz ampla cobertura é alguém em quem não se deve confiar. E o por quê dessa desconfiança? Todos temos interesses e uma empresa privada (meios de comunicação e universidades ou empresas, por exemplo) dão atenção e divulgação à aquilo que lhes interessa (e a seus anunciantes), assim como empresas estatais, contudo são gerenciadas pelo funcionalismo público e/ou por pessoas indicadas por quem elegemos.
Desejo uma sociedade sem desigualdades sociais e na qual os interesses fiquem explícitos e que todos estejam conscientes do que se quer e quem o quer. Evidentemente há mistérios em toda existência, mas se nos prepararmos com mais critério e esclarecimento, fica mais fácil distinguir o porquê de cada posicionamento.

Saudações posicionadas!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Lost

Perdido nas águas salgadas
Arrebatado por esse intenso sentimento
Balança e derruba,
Tal qual a força daquele vento

Uma vez lançado ao mar
Novamente perdido
No espaço e no tempo
Sem condição de içar velas

Quem sabe protetora?
Iemanjá
Quem sabe afogamento?
Extinção

Mais perto estou a cada braçada
Distante do continente
Longe dos seus mistérios
Encerrado nessa ilha solitária

VRJ - poema escrito em 17/05/2012.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A solução

É certo que aqui vão procurar
Maneira certa de se enganar
Tendo em vista que fórmula exata
Para tal essa empresa, não há!

Blá blá blá daqui
Blá blá blá de lá
E o leitor amigo
Continua a esperar

Esperança talvez seja a chave
Daquela sala de se torturar
Autoenganar-me-ei
Até o dia decidir me abandonar

Finalizando essas linhas
Preciso ao amigo avisar
Não será aqui que a solução
Haverá de se encontrar

VRJ - poema escrito em 11/05/2012.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Mundos e fundos

Hoje acreditei novamente
Inocentemente acreditei
O resultado não foi diferente
Quase abandonei

Errar e viver dessa forma
Nietzsche alertou que é humano,
Demasiado humano!
E isso, por comum que seja, apavora

Pertencendo a esse louco mundo
Mundo do desastre e da alegria humana
Percebo minha vontade mundana

E ao me isolar em meu âmago,
Procurando e achando cada vez mais fundo
Que meu destino seja uma cabana
E que nela caiba todo o mundo


VRJ - poema escrito em 09/05/2012.