terça-feira, 26 de maio de 2015

Sem compromisso

Escrevo essas linhas agora
Para me desculpar por tudo
Não fui capaz de cumprir nada
Não lhe trouxe a Lua
Nem mesmo as estrelas
Apagaram-se todas, na verdade
Assim como nosso romance

Não há como compensá-la
Nem mesmo dizendo o que sinto
Como depositei toda esperança
Penso que encerrou-se o ciclo vital
Agradeço a quem criou enredo

Aproveito e faço a última promessa
Dessa vez garanto que vou cumprir
De longe desejo sua felicidade
E que venha em pedacinhos
Dessa forma estará melhor distribuída

Por todos os dias que não mais a verei

VRJ - poema escrito em 07/07/2013.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Outro final

Não queria um triste fim
Resolveu agir para mudar
Ao mudar, desistiu do objetivo
Mas não sabia ao certo o motivo
Importa é estar nesse instante
Consciente, com equilíbrio e vivo
Descartando o que não mais importa
Vai arrumar tudo o que precisa agora
Para viajar sem peso desnecessário

VRJ - poema escrito em 06/07/2013.

terça-feira, 19 de maio de 2015

De volta para o passado

Minutos e horas passam ligeiros
Os dias e os meses também
Aparentemente mais arrastados
Navegam os anos e as décadas
Quando se toma consciência
Já se foi uma vida inteira
E o mais marcante nisso tudo
Foi aquele eterno segundo
Tão profano quanto divino
No qual descobri amor por ti
E consegui ver sentido em tudo
Passado, presente e futuro

VRJ - poema escrito em 02/07/2013.

domingo, 17 de maio de 2015

Nova caixa de Pandora

Atrocidades mil e nenhuma novidade
Os deuses pensaram que seria castigo
Em verdade vos digo: ‘eis de sofrer’
Nosso cotidiano é demasiado humano
Tristeza, violência e muita exploração
Aumentando o ‘ibope’ da degradação
Mas resiste o verdadeiro amor em SP
Por isso talvez seja pueril a maldade
Que ainda sairá desse baú de infelicidade
No mais, sempre restará a esperança
Recompensando com ilusão essa cidade

VRJ - poema escrito em 29/06/2013.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Um, dois, três
Foi-se a chance outra vez
Quatro, cinco, seis
Nunca foi minha, é de vocês
Sete, oito, nove e dez
Sumiram as idéias, ficaram os papéis 

VRJ - poema escrito em 29/06/2013.