quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Desinteresse

Perplexidade ficou no passado
A Lua sumiu e levou minha alma
Perceber a beleza não é prioridade
Esquecer tornou-se apropriada realidade

Nada espero do dia que vai nascer
Tudo muda a cada segundo
Hoje vou louvar Jeová, Krishna e Alá
Amanhã serei adorador da verdade

Mas o relevante a se registrar
É que o negócio deixou de ser
Ter seduz por ser aceitação do lance
O desinteresse passou a prevalecer 

VRJ - poema escrito em 13/09/2012.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Um amor que ficou

Não é intenção amar o que passou
Apenas quero retribuir o bem
Que a mim você fez e sempre fará

Quem não tem história não vive
Vivo pelo motivo de ter a minha
Talvez nada diferente do que outros

Mas a diferença é que eu a vivi
E a dividi com vossa mercê
Mesmo tudo tendo terminado

Tudo tem seu fim ou penso ser assim
Há até quem justifique seus meios
Em função de nobre finalidade

Sigo esperando que nossa alvorada
Por mim tão esperada
Tenha sido bálsamo em sua existência

VRJ - poema escrito em 11/09/2012.

sábado, 16 de agosto de 2014

Deus e seus caminhos

Pensava estar no caminho certo
Quando alguém me alerta
Esse povo é herético
Essa igreja não é de Deus

Venha até a mim e será salvo
As escrituras não mentem
Mas quem as escreveu, talvez

Caso tenha seguido erroneamente
Perdoa-me a ignorância
Mas fiz tudo em seu nome

Aprendi aqui e acolá
Que nenhuma igreja me salvará
Há caminhos diversos
E, dizem, o correto é mais estreito

Eis o que guardo no meu peito
Para ser alguém que lhe segue
Os ensinamentos não podem causar
Em minha mente algo que me cegue

VRJ - poema escrito em 08/09/2012.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Certezas e caminhos

Quem sou eu?
Talvez só eu possa responder
Mas é pergunta capciosa
Nego-me a respondê-la

Quem diz tudo saber
Deve ter muito a esconder
A dúvida inquieta e incomoda
Inclusive por não estar em voga

Os caminhos da certeza
Ao invés de fortaleza
Mostram a fragilidade
De quem vive na maldade 

VRJ - poema escrito em 08/09/2012.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Anjo caído

Não se trata de julgamento
Apenas reflexão particular
Penso se quem caiu foi o anjo
Ou seria a confiança no livre-arbítrio?

Seja como for,
Tal questão não se apresenta
Talvez seja resultado
Da ociosidade de quem comenta

Fuja do estereótipo
Não aceite julgamento
Não acolha rótulos
Seja anjo e demônio

Para os que estão a seu lado
Não importa a sentença
Pois o juiz hipócrita está imundo
Confie na justiça extraterrena

VRJ - poema escrito em 03/09/2012.